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A vida e a morte

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 É preciso perceber que a vida e a morte são uma só. O contacto com a morte faz com que a vida adquira presença. A Natureza faz com que esqueçamos a morte da mesma forma que esquecemos o corpo mas os dois estados estão ligados e é através da meditação que tomamos consciência disso. Nascer é tomar um corpo; morrer é libertar esse mesmo corpo. Para se viver num alto nível de consciência é preciso adquirir um alto nível de incorporação. Despertar o corpo é o segredo para o próprio despertar. Renderes-te aos sentidos passa pelo conhecimento do prazer dos sentidos mas fá-lo de forma consciente, que a morte pode esperar-te numa sensibilidade desprotegida. Viver é sentir, conhecer, partilhar, realizar para concluir. Realizar é compreender, e assim se reconcilia a vida e a morte. O texto acima é uma tradução pessoal de uma página de um livro que aborda várias reflexões. Li e fez-me pensar em muita coisa. Não sabemos lidar com a morte, recusamos-la, afastamos a ideia de morte de qualquer si...
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 Crê em ti. As coisas têm a importância que lhes dermos. Tu és capaz. O passado valeu para chegares aqui. Hoje, agora, é o que interessa. Não esperes que a mudança venha do exterior. Vive como se não houvesse amanhã. Não tens como saber se há. Não contes os anos desde o nascimento. Na verdade não estão a somar. Ri. Deita-te no chão para admirar o céu e aceita a tua pequenez. Só na alma podes ser grande. Ama muito. Dança. Torna-te leve. Vive e deixa viver. Aproveita a dádiva de cada segundo. Sê feliz.
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Os anos passaram sem dó nem piedade. Mais de 50. A uma infância feliz, cheia de boas recordações, seguiu-se uma adolescência preenchida com amores e desamores com alguns anos dedicados a quem  não soube aproveitar. A fase adulta e livre, consciente e responsável q.b. condensou-se em uns míseros 5 anos. Chegou depois a época em que feliz me dediquei à família e ao que de melhor fiz no mundo, os meus filhos. Continuam a ser uma prioridade na minha vida e os melhores momentos (assim como os de maior preocupação) são passados com eles. O emprego foi uma necessidade - começamos a ter contas para pagar e queremos independência financeira - nunca foi algo que gostasse mesmo de fazer. O que gosto de fazer, faço-o com as minhas mãos, com amor, dedicação, sentimento. Felizmente hoje, depois de me afastar de situações, coisas e pessoas que nada me acrescentavam espiritualmente, faço o que quero dispondo da gerência total dos meus dias. Aos 15 anos pedem-nos que decidamos o que queremos fazer ...
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 Quando olhas para trás e analisas os amores que tiveste, pensaste sempre que era para a vida, e te apercebes que todos eles tinham pontos comuns, muitos até...e falharam ! Vês que o problema não foram eles mas sim as tuas escolhas. Por alguma razão atraíste sempre o mesmo e por isso não resultou. Muda as tuas escolhas. Reprograma-te. Dá um tempo a ti. Sabes o que é para a vida ? TU. A tua própria companhia é o melhor que podes ter. Sendo feliz contigo, a vida  será plena e consciente. Não mais te deixarás arrastar por carências disfarçadamente infiltradas.
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 Há coisa irrecuperáveis. A confiança uma vez perdida, jamais volta à mesma forma. A lágrima que cai, não volta à sua fonte. O tempo de agora, acabou de ser considerado passado e não volta. Assim como não se recuperam noites perdidas de sono em termos de regeneração física, o tempo que não se aproveita um filho é tempo irremediavelmente perdido. São reflexões que nenhum filho faz, a não ser na condição de pai/mãe.
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 Por vezes pensamos que nos enganámos em determinado período da vida. Que não devíamos ter permitido esta ou aquela situação. Questionamos tudo e culpabilizamos-nos. Errado. Temos de procurar a lição desse constrangimento para evitar que se repita no futuro. Aprender, crescer, evoluir. Não confundamos ocaso com acaso. O segundo não existe.