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Todos precisamos de todos

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 É um facto. Percebo que as pessoas procurem cada vez mais o silêncio para se encontrarem, para ouvirem os seus pensamentos e arrumarem a mente, organizando as gavetinhas todas. É aconselhável que o façam, que reservem tempo para si, fugindo da correria diária a que estão sujeitas, que se ouçam, que se toquem, que se conheçam e saibam sentir os sinais que o corpo lhe dá, distinguir os alertas, saborear os prazeres... Mas praticar a introspeção, fazer uma recolha periódica voluntária não quer dizer afastarmos-nos dos outros ou que não precisamos uns dos outros. Somos seres sociais. Que seria de nós sem os outros ? Sejamos conscientes e não egoístas ! É tão feio fechar a porta na cara de quem precisa de ajuda. Às vezes basta uma palavra ou até mesmo um abraço em silêncio, ou um olhar de verdadeira compaixão para dar coragem a quem precisa. Hoje precisa o outro, amanhã posso ser eu a precisar, ...ou tu. Puxa os ombros para trás enchendo o peito de ar, e abrindo o teu coração ao mundo ...
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Já não sou a mesma. Não posso ser. Como poderia ser ? Tenho o coração remendado de tanto amar. E de tanto (a)mar dentro de mim, os olhos transbordam como ondas que rebentam na areia durante a maré cheia. Cada onda que vai e vem, leva e trás memórias que um dia vivi. Não vivo amor sem mar, nem sei amar sem entrega. Em cada onda entrei devagar para logo mergulhar. Numas nadei mais que noutras. Gosto das altas, que vêm em espuma, borbulhantes e revitalizantes, que massajam o corpo à sua passagem, desafiando-nos a ficar de pé ou nos convencem a literalmente ir na onda! Ondas com vida que me enriquecem com o seu sabor e energia contribuindo para me sentir livre ! Há que observar as ondas, o movimento que a água leva para que não haja afogamentos. Há mar e mar, há ir e voltar !  
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 Estou a chegar à conclusão que me culpo demasiado sobre a maneira como os outros me tratam. Culpo-me a toda a hora e simultaneamente desculpo os outros ! Ah e tal, tem problemas em casa vou ouvir o desabafo, ganha pouco portanto pago eu, critica diplomas de mérito na escola talvez os filhos não sejam bons alunos logo não vou falar bem dos meus, não fez o trabalho igual ao meu mas fez horas  extra porque anda a anti depressivos coitado, tem tantas doenças na família que as do meu lado é melhor abafar... Maltinha, vamos lá a ver se isto corre bem. Sempre fui honesta, nunca pisei em ninguém para chegar mais alto, nunca empurrei ninguém para sair do meu caminho, muito pelo contrário, tenho sido parva toda a vida comparativamente com a maioria. Se formos a analisar, o melhor que fiz por mim nos últimos tempos foi deixar o emprego. Faz-vos confusão ? E têm alguma coisa a ver com as minhas decisões ? "ah que bom, estou feliz por ti, quem me dera - aproveita". Ya, podem ter a certez...
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A harmonia entre os pais é fundamental para o equilíbrio do filho. É. Ponto. Sejam casados, juntos, separados, divorciados.  Ok, falemos de mim... Se aos 13 anos via os meus pais discutirem e ficava sempre do lado da minha mãe, ao longo do tempo fui-me apercebendo de coisas que nessa altura não percebia, naturalmente. Não quer dizer que hoje fique do lado do meu pai quando os dois discutem, apenas tento ser imparcial. Mas fico tão incomodada como aos 13, ou aos 16 ou fico pior ainda porque apesar de lhes conferir valor estarem juntos há mais de 50 anos, fico desiludida por não conseguirem chegar a um consenso que os deixe em estado de entendimento. "Não conheces o teu pai !" Conheço. E conheço a minha mãe. E chego ao ponto de ter de os confrontar, de reunirmos os três, como se faz às crianças. E se eles acedem é porque querem resolver, certo ? Mas é tão difícil moderar aquele "diz que disse"... Tontos ! Gosto tanto deles, precisam tanto um do outro e eu deles! Parec...

Também tenho os meus dias...

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Enquanto as pessoas continuarem a apregoar uma coisa e fazer outra Enquanto essas mesmas pessoas apregoarem o bem comum, o amor, a felicidade alheia como sendo a sua própria felicidade mas em vez de te escutarem falam desenfreadamente sem se ouvirem Enquanto se colocarem à disposição mas se precisares estão sempre ocupadas Enquanto disserem que são imperfeitas mas os outros estão sempre errados porque agem de maneira diferente da sua Enquanto exacerbarem as doenças dos seus minimizando as dos outros... Enquanto se continuarem a lamentar da sua vida sem nada fazer para que se altere Não me venham com merd@s ! Pratiquem a verdade frente ao espelho! Não tenho já paciência para esse tipo de discurso. Cansei. Estou noutra. Não só virei a página, estou noutro livro ! Fiquem longe de mim. Aliás, não precisam de fazer nada, eu afasto-me. Peço apenas que não incomodem o meu sossego.

Eu, Geminiana com Mercúrio em Touro...

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 A nossa mente é algo poderosíssimo. O poder está na mente. Quem quer consegue. A mente comanda o corpo. Controla-o. A mente é a razão, detém o pensamento racional que nos distingue dos outros animais. A mente é analítica e conduz-nos a decisões conscientes do que é melhor para nós. Depois temos o outro lado: "segue os teus instintos e serás feliz, só o coração sabe indicar-te o caminho da felicidade. Pois. Vou dizer-vos uma coisa. Quando deixamos a mente decidir, a vida é mais ponderada e inevitavelmente sem tanta emoção porque tudo é pesado e calculado deixando nada ao acaso. Com o coração, os limites são quebrados, a vida é intensa mas o risco é quase permanente, seja ele qual for. O segredo é o equilíbrio e muitos anos de treino e, mesmo assim, às vezes caímos ! E a vitória está em levantarmos-nos mais uma vez, guardando a aprendizagem. 

A vida e a morte

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 É preciso perceber que a vida e a morte são uma só. O contacto com a morte faz com que a vida adquira presença. A Natureza faz com que esqueçamos a morte da mesma forma que esquecemos o corpo mas os dois estados estão ligados e é através da meditação que tomamos consciência disso. Nascer é tomar um corpo; morrer é libertar esse mesmo corpo. Para se viver num alto nível de consciência é preciso adquirir um alto nível de incorporação. Despertar o corpo é o segredo para o próprio despertar. Renderes-te aos sentidos passa pelo conhecimento do prazer dos sentidos mas fá-lo de forma consciente, que a morte pode esperar-te numa sensibilidade desprotegida. Viver é sentir, conhecer, partilhar, realizar para concluir. Realizar é compreender, e assim se reconcilia a vida e a morte. O texto acima é uma tradução pessoal de uma página de um livro que aborda várias reflexões. Li e fez-me pensar em muita coisa. Não sabemos lidar com a morte, recusamos-la, afastamos a ideia de morte de qualquer si...